A CPI do Cachoeira, que já havia nascido com jeito e cheiro de pizza, acabou de ser enterrada nesta quinta-feira (17.05) quando o ex-líder do governo na Câmara, deputado federal
Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi flagrado enviando uma mensagem de texto pelo celular
para o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
Vaccarezza tranquiliza Cabral e não deixa dúvidas de que já está tudo certo para que a investigação não avance sobre o governador carioca. Escreveu o petista: "A relação com o PMDB vai azedar na CPI.
Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu".
Em sua página na internet (www.vacarezza.com.br), o deputado escreveu em 15 de maio um artigo intitulado "O que esperamos da CPMI". No texto, Vacarezza diz: "A CPMI do Cachoeira inova ao envolver personagens centrais da oposição
ao governo. Mas nem por isso foge à regra. Carrega ingredientes de
desestabilização que precisam ser evitados em defesa da harmonia das
instituições e da preservação do próprio papel fiscalizatório e de
mediação dos conflitos do Poder Legislativo."
Muito provavelmente, o parlamentar se referia, ainda que de maneira inconfessável, que o que era preciso evitar era a convocação dos amigos. A ação de Vacarezza apenas corrobora para que a sociedade e a Imprensa olhem com desconfiança a cada vez que o Congresso cria uma comissão parlamentar de inquérito. Antes do relatório final sabe-se com antecedência que o único objetivo é criar palanque eleitoral, buscar os holofotes da mídia e fazer de conta que a investigação avança, quando na verdade, no fim das contas, o que conta é a preservação do status quo. Neste contexto, vale tudo. Inclusive fazer de uma CPI uma ação entre amigos.
Bom final de semana, pessoal!

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