Tenho
repetido exaustivamente a candidatos nesta eleição que tenham o máximo de
cuidado com o uso do celular e, principalmente, com o que falam em discursos e
pronunciamentos. Isso vale para o que for dito em reuniões fechadas ou abertas.
Pois na última semana o presidente estadual do PT, deputado Raul Pont,
durante reunião partidária em Sapiranga que decidiu substituir o candidato a
prefeito Egon Kirchheim em virtude de ele ter o registro indeferido pelo
Tribunal Regional Eleitoral, falou em público o que não deveria. Lá pelas
tantas, Pont bradou:
– Nós não controlamos esse bando
de sem-vergonha que compõe o Tribunal Eleitoral.
A
fala foi gravada em um celular e o vídeo vazou para a Imprensa. Pronto. O mal
estar estava criado. Inicialmente o deputado tentou negar mas, diante do
inegável, recuou.
O
prefeito de Canoas, Jairo Jorge, logo percebeu o tamanho da encrenca em que
Pont colocou o PT e tratou de pedir desculpas ao TRE. Foi além: deixou claro
que a manifestação não representava o pensamento da sigla e foi totalmente fora
de propósito. Jairo Jorge é candidato e sabe, como poucos, que ter a Justiça
contra si é o pior dos cenários em uma campanha.
Que
a lição sirva para todos, candidatos ou não: devemos pensar bem ao fazermos uso
da palavra. Como alguém já disse, "palavras são como flechas: uma vez
disparadas não voltam ao arco inicial"...
Boa
semana a todos.
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