Foto Reuters
Marin: o homem gosta de medalhas
Ricardo Teixeira não é mais o todo-poderoso na Confederação Brasileira de Futebol. Pelo menos legalmente... O ex-presidente renunciou nesta segunda-feira ao cargo depois de 23 anos de reinado absoluto, indicado pelo sogro, João Havelange.
Abatido pelas inúmeras denúncias de enriquecimento ilícito, favorecimento, corrupção e toda ordem de ilegalidades, Teixeira deixa em seu lugar seu preposto e vice-presidente, José Maria Marin. Com isso a CBF muda não mudando, pois nos bastidores Teixeira seguirá dando as cartas.
O novo presidente da entidade ficou famoso nacionalmente na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano durante a cerimônia de entrega das premiações. Marin embolsou uma das medalhas sem o menor constrangimento, apesar da presença da Imprensa no local e de ter sido filmado pilhando a honraria destinada aos campeões.
Se um cidadão faz isso com uma simples medalha, podemos esperar pouco de sua administração até 2015 - período em que encerra o mandato da atual gestão. Para completar, José Maria Marin assume por tabela a Presidência do Comitê Organizador Local da Copa 2014. Ou seja, será nosso representante junto à Fifa. Tradução: podemos aguardar novos embaraços para o Brasil até lá, pois José Marin reconduziu todos os vice-presidentes aos seus cargos, mantendo assim a mesma estrutura viciada de Teixeira.
A propósito: faz tempo que o futebol brasileiro está precisando de uma faxina. Desde que o esporte passou a mexer com cifras bilionárias há pouca transparência e muita maracutaia em todos os níveis - começando pela Fifa e chegando até a maioria dos clubes. Só não ver quem não quer...
Boa semana a todos!
Boa semana a todos!

Nenhum comentário:
Postar um comentário