quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tráfico: é hora de acabar com a benevolência


          A Câmara aprovou ontem projeto de lei que aumenta pena para o tráfico de drogas de 5 para 8 anos. Agora, a proposta segue para o Senado, onde também deverá ser aprovada. 
         Sinceramente, esse é um dos grandes problemas de nosso País: a benevolência com criminosos, sejam eles vendedores de crack ou pilantras de colarinho branco. As penas têm de ser mais severas - 20 anos pelo menos - e quem for condenado deve cumprir integralmente. Do contrário, a bandidagem continuará rindo da nossa cara. Afinal, aqui não dá nada...
             Bom final de semana a todos!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dilma confunde ideologia com saúde pública ao trazer 6 mil “médicos” de Cuba


Medicina cubana faliu com o colapso do sistema

          A presidente Dilma (não, não é presidenta!!!) está anunciando como uma grande conquista para a saúde pública brasileira a contratação de 6 mil médicos cubanos para trabalharem no Brasil. O que em um primeiro momento pode parecer um salto no atendimento ao público, na verdade, representará a decretação da falência total do sistema. Digo isso porque a medicina de Cuba é reconhecidamente defasada e arcaica em relação ao que se pratica no mundo atualmente. Com o fim da mesada da Rússia ainda quando esta se chamava União Soviética, a ilha ficou sem seu principal financiador e, consequentemente, parou no tempo em todos os setores.
           Isso se refletiu especialmente na tão propagada saúde cubana. Assim, formar-se em medicina em Cuba hoje representa não mais do que formar-se em Enfermagem no Brasil, pois lá não há hospitais de ponta e o grande instrumento de trabalho do formando que vai para o mercado é o estetoscópio – na maioria das vezes, independentemente da doença do paciente. Parece que apenas Dilma e Hugo Chávez não sabiam disso...
          Uma pergunta básica que a presidente poderia fazer para o seu ministro da Saúde é: por que os médicos formados em Cuba são reprovados quando tentam revalidar seus diplomas nas universidades brasileiras? Este simples questionamento resolveria qualquer debate a respeito da contração dos “médicos” cubanos. Mas, neste governo, perguntas como essa são substituídas pela ideologia, que se sobrepõe a tudo e a todos. Até mesmo ao interesse público e à saúde dos brasileiros.
           Boa semana a todos.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Mudar as leis para mudar o Brasil


Quem for condenado deve cumprir a pena

         Chega a ser ridículo a imprensa noticiar que condenados por crimes hediondos têm penas que chegam a mais de 300 anos. Ora, no Brasil, por força da legislação, ninguém fica em cárcere por mais de 30 anos. Ao cumprir 1/6 da pena, se o condenado tiver bom comportamento na prisão passa a ter privilégios, como regime semi-aberto, o que completa a sensação de impunidade,
        No caso de policiais corruptos ou que participam de chacinas, as regalias são ainda maiores em determinados estados. Esta semana a Folha de S. Paulo mostrou policiais com televisão e as chaves das celas no interior de São Paulo.
       Fosse o Brasil um país sério isso jamais aconteceria. Está mais do que na hora de revermos a legislação penal e fazermos com que cada um pague por seus crimes, sejam eles com arma de fogo, de colarinho branco ou não. Não adianta condenar alguém a 30 anos se em seis anos ele estará liberado. Então que se condene a 15 anos, mas que o preso cumpra efetivamente este período em regime fechado, sem celular ou privilégios. Não estou aqui defendendo ou pedindo maus tratos aos apenados, longe disso, estou argumentando que é preciso que mudemos as leis para efetivamente mudarmos o Brasil.
       Da forma como está, a impunidade segue firme e forte e os crimes acabam se tornando banais. Esse é um trabalho para os parlamentares. Ao Judiciário, cabe cumprir as leis, mas enquanto as leis estão assim, cresce a certeza errônea de que o crime compensa, o que é terrível para a sociedade.
          Boa semana a todos.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Engenhão, mais uma prova de que obras no Brasil não são para durar



Rachadura na cobertura do Engenhão: estádio foi inaugurado em 2007

         O prefeito do Rio, Eduardo Paes, surpreendeu o Brasil nesta terça-feira (26.03) ao anunciar que a cobertura do Engenhão corre o risco de desabar. Com isso, o estádio está interditado para os jogos do Carioca e Brasileiro.
          Inaugurado em junho de 2007 a um custo de R$ 380 milhões, o Engenhão é mais uma prova do descaso da maioria das autoridades no uso de verbas públicas. O mesmo ocorre com estradas, casas populares, pontes e viadutos, e até mesmo hospitais. Basta qualquer vistoria ou rodar por vias recém-inauguradas para constatar os problemas que surgem meses após a entrega das obras. Fica claro que o importante é entregar o projeto e não fazer algo duradouro e que fique como um legado para as futuras gerações.
         O Botafogo, que ganhou do governo do Rio o uso da arena por 20 anos, informou que em 2010 já havia constatado falhas na obra e havia apresentado um laudo apresentando os problemas estruturais à prefeitura. Ou seja, não há novidade no caso do Engenhão, assim como não há em obras inacabadas ou mal feitas pelo Brasil afora.
Bom dia a todos. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Francisco, a mudança possível...e necessária...


Bergoglio causa boa impressão na chegada

       Não é segredo que a Igreja Católica vive um momento difícil, com a perda de fiéis e desconfiança geral após escândalos de pedofilia e corrupção. Com a informação circulando livremente pelo mundo, esconder pequenas ou grandes falhas, seja em uma empresa ou na igreja, não é mais possível.
        Diante deste cenário, Bento XVI renunciou. Deixou o Trono de Pedro para entrar para a história. Ao mesmo tempo, emitiu uma mensagem clara para a própria igreja e seu rebanho: é preciso mudar, e não tenho forças para realizar as mudanças que os novos tempos exigem.
         E eis que chegamos ao dia 13 de março de 2013, quando 115 cardeias elegeram Jorge Mario Bergoglio como o novo bispo de Roma e, portanto, o novo papa.
         Em sua primeira aparição o arcebispo de Buenos Aires impressionou por seu bom humor, humildade, descontração e, principalmente, pela escolha do nome – Francisco.
      Assim como o cardeal Ratzinger escolheu Bento para demonstrar que seguiria um perfil mais conservador para seu papado, Bergoglio aponta que quer uma igreja menos ostentadora e mais franciscana; com menos pompa e mais próxima do povo.
         Se você chegou até este ponto do meu texto já sabe que sou católico de ir à missa (nem sempre...), resultado de uma educação recebida de minha tia, Helena, que largou o hábito para me cuidar ainda na infância. Ontem, assim como milhões de pessoas em todos os continentes, a escolha do novo papa paralisou-me no trabalho. Todas as atenções estavam voltadas para o Vaticano. No final, argentino, sul-americano, tudo isso fica pequeno diante das responsabilidades de Francisco. Era a mudança possível e necessária que a Igreja Católica precisava fazer para dizer ao mundo que um novo tempo pode estar começando.
       Vida longa ao papa e que Deus o ilumine na caminhada, que não será fácil. Boa semana a todos.

terça-feira, 5 de março de 2013

Poder animal


Rosinha na janela: cara de pidona 

       Ontem minha companheira de 16 anos morreu. Rosinha, nossa cachorra, foi morar há dois anos comigo em Lomba Grande e, com seu olhar de “pidona”, me conquistou desde o primeiro dia em que a vi. Era o fim do verão de 1996 e duas crianças chegaram no portão da casa da praia gritando:
  • A cachorra deu cria e o pai quer matar os filhotes. Nós queríamos saber se vocês querem ficar com um dos filhotinhos, moço...
      Eu não queria, mas fui convencido. E assim a Rosinha veio para Novo Hamburgo. Cabia na mão, uma mistura de fila com guaipeca – a melhor raça... Ficou na casa da minha avó “emprestada”, Sibila, que cuidava dela pra mim. Quando ia visitar a Bila, precisava muitas vezes me esconder da Rosinha, pois se ela me visse era choro na certa e muitos minutos de carinho no portão. Entrar no pátio não era fácil, pois ela pulava e metia as patas nas roupas da gente...
     Até que fui para o morro, há dois anos, e ela foi comigo. Todo dia, quando chegava em casa, independentemente do horário, ela me esperava na área. Latia muito, como se reclamasse de ter ficado o dia sozinha...
No início, quando ainda estava na coleira para se acostumar, porque senão ela fugia para todas as demais propriedades, era preciso colocá-la na guia e andar pelo morro por um bom tempo....mesmo em dias frios de inverno....mesmo que fosse tarde da noite....
E assim, fomos nos apegando um ao outro. Sempre dizia para ela:
  • Rosa, contigo não posso brigar, pois tu me recebe todo dia com alegria e fazendo festa...
      Mas então, a idade veio chegando, o tempo passando e ela adoeceu. Tentei uma última medida, a cirurgia de mama, mas ela não resistiu às complicações.
     Aos poucos, fui postando fotos dela no morro e dando notícias para os amigos sobre o estado de saúde da cachorra. Para minha surpresa, os tópicos mais “curtidos” e comentados não eram os de política ou comportamento, mas sim, sobre a Rosa...
Sabia que eu iria sentir falta dela quando ela partisse, mas sinceramente, não esperava que fosse tanto...Isso me surpreendeu, pois a última vez que senti isso foi na minha infância, quando uma gata de estimação morreu. A reação das pessoas que a conheceram, e sobretudo as que não a conheceram, mas que sabiam de meu amor por ela, é igualmente surpreendente.
     É o pode animal - o amor que os animais nos dão sem pedir nada em troca é a razão que explica a reação de todos e também porque mais e mais pessoas, a cada dia, se importam mais com os animais do que, muitas vezes, com as pessoas. Talvez porque estejamos nos tornando mais animais, menos humanos, e os animais, à sua maneira, tornando-se mais humanizados a cada dia.
    Enfim, obrigado a todos e uma ótima semana a todos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Santa Maria: depois da tragédia, tranca de ferro em porta arrombada



Caos anunciado: medidas poderiam ter evitado mortes 

         O 27 de janeiro de 2013 jamais será esquecido no Rio Grande do Sul, assim como o 17 de julho de 2007.
       A tragédia de Santa Maria, quando 234 jovens perderam a vida e outras dezenas ficaram feridos na boate Kiss, só é comparável ao desastre do voo JJ 3054, da TAM, que vitimou 199 pessoas, a maioria gaúchos, em uma noite fria de inverno.
A tragédia anunciada do caos aéreo também encontra parâmetros na estupidez de uma festa com vários ingredientes para terminar em vidas perdidas: boate sem alvará, com apenas uma saída, superlotação, seguranças mal treinados (novidade em boates?) e, pra completar, fogos de artifício no palco...
      Mas, assim como na tragédia aérea, foi preciso que tomássemos uma bofetada e centenas de pessoas perdessem a vida para que tomássemos providências e cobrássemos das autoridades o que cabe a elas – fiscalizar e somente liberar locais que tenham realmente condições de abrir shows e espetáculos.
       A partir de agora, tenhamos certeza, vai começar uma corrida às casas noturnas e bares. Prefeitos, vereadores, governadores, promotores, deputados e outros menos votados irão apresentar leis mais duras, vistoriar locais e dar demonstrações de que realmente estão empenhados em fazer a coisa certa. Isso vai durar uma semana ou até que a mídia se canse de ir a Santa Maria. Afinal, porta arrombada, tranca de ferro...
         Boa semana a todos, e que a dor das famílias que perderam suas crianças não seja em vão. Do contrário, tudo ficará como antes, sem que soluções definitivas sejam tomadas como  por exemplo, realizar treinamento contra incêndios com crianças, adolescentes e adultos, a exemplo do que é rotina nos países desenvolvidos.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Checar e rechecar: El País esquece de uma das lições básicas do jornalismo e comete erro crasso

Babada inernacional: jornal comete erro básico

        "O Governo venezuelano iniciará todas as ações legais à sua disposição depois de tal publicação, que não podem ser reparadas por pedidos de desculpas". A manifestação acima é do ministro das Comunicações da Venezuela, Ernesto Villegas, em comunicado, ontem, após o Jornal El País publicar uma foto falsa de Hugo Chávez na capa de sua edição.
    A chamada bombástica do impresso espanhol prometia revelar o segredo da enfermidade do presidente/ditador, mas tudo que conseguiu foi cometer uma "babada", como se diz no jorgão jornalístico. Ao perceber que se tratava de uma imagem falsa e retirada do You Tube, o veículo suspendeu de imediato sua distribuição e emitiu um comunicado pedindo desculpas e prometendo abrir uma investigação interna para determinar os responsáveis pelo erro. Era tarde e as desculpas se tornaram pequenas diante da repercussão e da revolta do governo com a publicação. 
         O 'El País' justifica que a fotografia foi fornecida pela a agência de notícias on line Gtres, com a qual dizem ter trabalhado durante vários anos. "No texto que acompanha a fotografia, estava escrito que o 'El País' não foi capaz de verificar de forma independente as circunstâncias, tais como o local ou a data em que foi tirada", justifica ainda o diário espanhol. No entanto, a mesma imagem foi oferecida ao concorrente "El Mundo", que pediu mais informações à agência e ficou com receio de publicá-la. 
         No fim do dia o jornalista italiano Tomasso Debenedetti assumiu a autoria do trote e justificou-o dizendo que sua intenção era comprovar o que se pode fazer com a falta de controle na Internet. Na verdade, mais do que o descontrole na rede mundial, o El País foi vítima de sua própria ânsia de furar os concorrentes e cometeu um erro básico: não checar e rechecar as informações, ainda mais em se tratando de um caso como esse, com repercussão mundial, o que é uma lição básica do jornalismo.
        Que a falha sirva de lição para um dos maiores jornais do mundo e que também nós possamos aprender com esse erro, afinal, conferir as informações é apenas parte do processo de trabalho - seja de uma grande empresa ou de cada um de nós no dia a dia.
Bom final de semana a todos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A Educação que premia o mau estudante


        O governo Tarso presta um desserviço à Educação com a nova forma de avaliação implantada no currículo escolar gaúcho. A partir de agora, os alunos poderão reprovar em até uma matéria, ou seja, iniciam o ano letivo sabendo que podem ir mal em uma disciplina que serão aprovados.
       Ora, isso é a antítese do que se apregoa para o desenvolvimento pessoal e de qualquer sociedade. É o fim da meritocracia e a falência do próprio sistema de ensino, pois desestimula o bom aluno a buscar boas notas e superar seus limites.
      Parece que o objetivo é incentivar a mediocridade e o comodismo, quando o governo deveria ser o primeiro a cobrar a excelência na Educação e promover o crescimento dos estudantes e de toda a comunidade escolar.
     Na China, por exemplo, os professores cujos alunos têm as notas mais altas são melhores remunerados justamente para incentivá-los a ensinarem com qualidade e a cobrarem de seus alunos. Aqui faz-se justamente o contrário: premia-se quem prefere o comodismo em detrimento daqueles que se esforçam o ano inteiro e procuram se destacar em sala de aula. Pobre Rio Grande, jogado à própria sorte nas mãos de quem não tem a Educação como prioridade e não a vê como única ferramenta capaz de mudar o Homem.

      Bom final de ano a todos. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Por quê a Arena é mais do que a nova casa do Grêmio

                                                                                        Agência RBS
Um novo tempo se inicia no futebol brasileiro

        O Grêmio inaugurou no sábado 8 de dezembro sua Arena. No entanto, o mais moderno espaço para o futebol e espetáculos em toda a América Latina representa mais do que a nova casa dos gremistas. Embora ainda a torcida não tenha referência para nada, afinal, tudo é novidade, tudo é grande, tudo é impressionante, a começar pela festa de inauguração, que mais parecia abertura de Olimpíada, o Grêmio eleva a um outro patamar o espetáculo futebol no Brasil. E isso é extremamente positivo para todos, inclusive para o arqui-rival Internacional e os demais clubes, pois passa-se a ter uma nova referência em termos de estádios e praças esportivas.
          A ousadia da atual direção, capitaneada por Paulo Odone, comprovou que é possível fazer uma obra deste porte sem dinheiro público e em tempo recorde: dois anos. O feito é memorável e coloca Odone definitivamente na história do Grêmio. Se o tempo é senhor da razão, acredito que em breve isso será reconhecido por todos, pois ele, como ninguém, viu o que poucos enxergaram em um terreno baldio no Bairro Humaitá: um novo tempo para o Grêmio e para o futebol brasileiro.
              Boa semana a todos, gremistas e colorados.
              
                
              
                

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Voto obrigatório: até quando a democracia brasileira vai conviver com essa aberração?

É preciso avançar para ter maior participação
 
          Encerramos mais uma eleição, muito se comemorou a respeito da rapidez do processo de apuração, mas na verdade há muito ainda para aperfeiçoarmos até termos uma democracia plena no Brasil.
         Sinceramente, não consigo ver como totalmente democrático um processo onde o eleitor é obrigado a comparecer às urnas a cada pleito. Se não for, é multado e não pode participar de concursos públicos, por exemplo, pois um dos requisitos para a inscrição é estar em dia com a Justiça Eleitoral.
         Mesmo assim, o eleitor mandou um recado preocupante no primeiro e no segundo turnos para juízes eleitorais, parlamentares e todos aqueles que acompanham a política.
          No primeiro turno, mais de 19% dos brasileiros aptos a votar preferiram não participar da escolha de prefeitos, vices-prefeitos e vereadores. Em São Paulo, no segundo turno, o cenário foi ainda pior, quando 30% dos eleitores não foram até as zonas eleitorais. Ou seja, à sua maneira, o eleitor está dizendo que precisamos avançar e que está descontente com o formato que convencionamos chamar de "processo eleitoral democrático brasileiro".
          A maioria dos partidos e dos políticos não querem e não têm interesse que a reforma política inclua no texto o fim do voto obrigatório por temer que as siglas com eleitores mais fiéis possam ser beneficiadas. Em um primeiro momento, acredito que isso possa ocorrer, mas na eleição seguinte, necessariamente, o eleitor perceberia a importância de sua decisão e voltaria às urnas. Desta vez, pensando melhor em suas escolhas e cobrando mais daqueles que foram eleitos para representá-lo. Isso ocorreu nos Estados Unidos e em todos os países que acabaram com o voto obrigatório, o qual amarra o eleitor, atrapalha a democracia e vai na contra-mão da participação popular na política. Ou não?
 
Bom feriado a todos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Trânsito: até quando vamos chorar nossos mortos nesta guerra cotidiana?

Excesso de velocidade: um dos males do trânsito

       Todos os dias acontecem mais de 700 acidentes nas rodovias pavimentadas brasileiras. O que se convencionou chamar de "acidente", na verdade tem na falta de educação da esmagadora maioria dos motoristas a raiz do problema.
        Em função disso, pelo menos 35 pessoas morrem por dia e outras 400 ficam feridas, das quais 30 morrem posteriormente em decorrência do acidente. Os números foram levantados no estudo "Morte no Trânsito: Tragédia Rodoviária", realizado pelo SOS Estradas, e revelam que nossas rodovias matam mais do que a maioria das guerras em todo o mundo. 
        Não é preciso ser especialista pra saber porque cerca de 45 mil pessoas falecem por ano no País em razão do trânsito brasileiro, mas álcool, imperícia, falta de manutenção e excesso de velocidade estão entre as principais razões para este verdadeiro genocídio nas vias brasileiras.
        Simplesmente é inexplicável que apenas no Rio Grande do Sul a cada final de semana, em média, 18 pessoas morram no trânsito. Mais do que campanhas educativas, precisamos de conscientização: nosso carro não é um tanque de guerra e os demais motoristas não são nossos inimigos nas ruas. Ou nos conscientizamos disso ou a cada segunda-feira seguiremos chorando nossos mortos. E outra coisa: pelo amor de Deus, usem o cinto de segurança, seja dentro da cidade ou na autoestrada.
        Boa semana a todos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O absurdo nosso de cada dia se repete em Viracopos

Pista interditada: 450 voos cancelados

          O Brasil é pródigo em mostrar ao mundo sua incompetência para tratar de pequenos problemas que podem afetar a vida de milhares de pessoas. Neste final de semana, mais um exemplo foi dado no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.
           Até agora, meio-dia de segunda-feira, quando escrevo este post, o terminal seguia fechado depois de um avião cargueiro ter interditado a pista no sábado, às 20h. A Azul Linhas Aéreas, principal companhia que opera no aeroporto, já contabilizava 450 voos cancelados desde então, com transtornos para milhares de pessoas não apenas em Campinas, mas em todo o Brasil. Isso porque as companhias aéreas estão tendo que receber esses passageiros que de lá partiriam e que estavam aproveitando o feriadão em outros estados brasileiros. Um caos.
          Ora, se não conseguimos ter um plano de emergência para episódios como este, em que um cargueiro tem o trem de pousou danificado ao tocar o solo, como podemos falar em integração em um País continental como o Brasil? Está na hora de as autoridades levarem a sério o transporte aéreo brasileiro. Tudo isso às vésperas de uma Copa do Mundo e próximo de uma Olimpíada - os dois maiores eventos esportivos mundiais. É muito amadorismo e falta de respeito com quem apenas pretendia viajar e aproveitar o feriado mas, na volta pra casa, recebe um péssimo serviço em virtude da falta de gerenciamento de situações como esta. Lamentável.
         Boa semana a todos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Marta Suplicy prova que todos têm seu preço. Será?


Senadora apoia Haddad e vai para a Cultura

Olá amigos:

Sei que esse blog tá mais abandonado que pijama em lua de mel, como diz um ditado gaudério, mas a correria da campanha tem me ocupado boa parte do tempo, o que, na verdade, serve como desculpa para a falta de atualização.

Pois hoje, apesar de ter que fazer textos para os programas de rádio, não resisti de escrever ao ver que Marta Suplicy é a nova ministra da Cultura. Mais uma vez, a senadora deu razão àqueles que dizem que todo mundo tem seu preço. Afinal, duas semanas depois de ter "decidido" apoiar o poste Fernando Haddad, Marta foi nomeada por Dilma para integrar seu ministério. Ela jurou na frente das câmeras que este fato nada tem a ver com sua decisão de apoiar o ex-ministro da Educação à prefeitura de São Paulo.

Cabe lembrar que a ex-prefeita paulista não compareceu ao lançamento de campanha de seu companheiro e saiu cuspindo cobras e lagartos após a convenção em que saiu derrotada na escolha do candidato petista à prefeitura. A política tem esse dom de fazer as pessoas esquecerem antigas mágoas e engatar novas alianças. Afinal, poucos são os que resistem ao charme e aos encantos dos gabinetes acarpetados...

Boa semana a todos e até a próxima.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

STF julga mensaleiros...e a si mesmo...

 Supremo decide o futuro dos réus e o seu próprio


       O Supremo Tribunal Federal começou a julgar esta semana o Mensalão. Ao mesmo tempo em que analisa o processo dos 38 acusados de peculato, formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, entre outros crimes, o STF estará sinalizando para a sociedade o que o Brasil pode esperar de sua suprema corte.
       Já no primeiro dia, uma manobra sórdida da defesa, realizada pelo ex-ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos, com o apoio de dois ministros do supremo, tentou fazer com que a maioria dos acusados fosse julgada em outro foro, cabendo ao STF analisar somente os casos que envolvessem parlamentares. Não deu certo e a votação por 9 a 2 deu o indicativo de que o caso será polêmico, mas que a maioria dos juízes está disposta a não passar um atestado de que a impunidade é marca registrada deste País.
       Aliás, Márcio Tomaz Bastos tem se caracterizado em defender nos últimos tempos não apenas mensaleiros, mas também contraventores, como Carlinhos Cachoeira. Enfim, todos têm o direito à defesa, e isso vale também para mensaleiros e contraventores, não é mesmo??
       Voltando ao que interessa, o Mensalão, o Brasil não pode fazer vistas grossas ao maior escândalo de corrupção de sua história. Sob o comando de José Dirceu e com o conhecimento de Lula e de toda a cúpula do PT, foi montado o "mais atrevido esquema de corrupção de autoridades da história brasileira", nas palavras do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. 
        É esse escândalo que não pode ser esquecido e precisa receber a punição devida. Do contrário, vai virar piada de salão, como diria Delúbio Soares, o tesoureiro do PT encarregado de pagar a conta criada na primeira eleição de Lula à Presidência da República
           Bom final de semana a todos.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Celular derruba Raul Pont....e quem não se cuidar....


Tenho repetido exaustivamente a candidatos nesta eleição que tenham o máximo de cuidado com o uso do celular e, principalmente, com o que falam em discursos e pronunciamentos. Isso vale para o que for dito em reuniões fechadas ou abertas.
Pois na última semana o presidente estadual do PT, deputado Raul Pont, durante reunião partidária em Sapiranga que decidiu substituir o candidato a prefeito Egon Kirchheim em virtude de ele ter o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral, falou em público o que não deveria. Lá pelas tantas, Pont bradou:

– Nós não controlamos esse bando de sem-vergonha que compõe o Tribunal Eleitoral.
       
A fala foi gravada em um celular e o vídeo vazou para a Imprensa. Pronto. O mal estar estava criado. Inicialmente o deputado tentou negar mas, diante do inegável, recuou. 
O prefeito de Canoas, Jairo Jorge, logo percebeu o tamanho da encrenca em que Pont colocou o PT e tratou de pedir desculpas ao TRE. Foi além: deixou claro que a manifestação não representava o pensamento da sigla e foi totalmente fora de propósito. Jairo Jorge é candidato e sabe, como poucos, que ter a Justiça contra si é o pior dos cenários em uma campanha.
Que a lição sirva para todos, candidatos ou não: devemos pensar bem ao fazermos uso da palavra. Como alguém já disse, "palavras são como flechas: uma vez disparadas não voltam ao arco inicial"... 
Boa semana a todos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Cinco anos sem Júlio Redecker: os bastidores de minha convivência com o melhor de todos

                                                    Edison Castêncio
Líder da Minoria: convivência com o poder

Hoje faz cinco anos da maior tragédia da aviação brasileira. Em 17 de julho de 2007 o avião da TAM que iria de Porto Alegre para São Paulo teve problemas no pouso e se chocou contra um angar de cargas da companhia, no Aeroporto de Conconhas, vitimando 199 pessoas. Entre elas estava meu amigo, chefe e deputado federal Júlio César Redecker.
Minha história com Júlio Redecker iniciou em 1992. Eu era editor de Geral no Jornal NH e, a convite do editor de Economia, Luiz Carlos Erbes, fui a um jantar promovido pela Associação dos Exportadores Brasileiros (AEB).
Júlio não era o presidente. Ocupava a secretaria executiva da entidade, mas atuava como se fosse seu representante máximo. Ele falava bem, apresentava dados sobre o setor, dava sugestões de como o governo deveria desonerar a vida dos exportadores e, naturalmente, encantava a todos. Saí daquele encontro impressionado, confesso.
Fui reencontrá-lo dois anos mais tarde, em Sapiranga, já como pré-candidato a deputado federal. Disse-me: “Vou concorrer a deputado. E vou me eleger!”, exclamou convicto na porta do carro. Pensei comigo:
- O cara é bom, mas nunca teve um cargo público e quer ir direto a federal...Acho difícil...
Júlio já tinha perdido em duas oportunidades. Tentou, sem sucesso, se eleger prefeito de Taquari, sua cidade natal, em 1982. Quatro anos mais tarde buscou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Fez uma bela votação, mas ainda assim distante do necessário para se eleger. E agora queria ser federal diretaço??
Para meu espanto, na Fenac, em uma época em que ainda eram contados os votos em cédulas de papel, Redecker chegou a mais de 42 mil votos, ficando na primeira suplência. Nesta eleição, deixou para trás nomes consagrados da política, sendo a surpresa do pleito. Com a vitória de Antônio Britto para o governo do Estado, assumiu uma cadeira na Câmara Federal.
Bastaram menos de três anos para ele se consolidar como um parlamentar combativo, autêntico, sagaz, diferenciado e com discurso único. Na eleição seguinte, sua votação superou os 102 mil votos. Iniciei meu trabalho ao lado dele neste pleito, em 1998. À época, eu coordenava a campanha de Gilson Thoen a estadual em Novo Hamburgo e o Júlio me enxergou no meio da multidão.
Na outra eleição, ainda mais consolidado, chegou aos 188 mil votos. Um fenômeno. No outro ano, cansado dos desmandos de Paulo Maluf, deixou o partido que militara por 30 anos e rumou para o PSDB.
José Serra e FHC eram seus mestres, mas Júlio se identifica mesmo era com Serra, a quem considerava o homem mais inteligente com quem já tivera contato.
Na sequencia, assumiu a Comissão do Mercosul no Congresso Nacional. E me levou junto. Com ele tive oportunidades únicas e que não teria, mesmo como jornalista. Pude frequentar embaixadas, conheci presidentes e primeiros-ministros, fui a lugares e jantares reservados do poder, circulando única e exclusivamente por integrar o staff Redecker.
Da minha parte, quero acreditar que fui um assessor leal, estando a seu lado em todos os momentos, fossem eles bons ou maus. Além da parceria, trabalhei incansavelmente para levar seu nome a todos os lugares, extrapolando minhas funções de mero assessor de imprensa.
Aliás, o Júlio inovou até mesmo nisso. Nos anos 90, foi um dos primeiros parlamentares a ter assessoria de comunicação. Como poucos, sabia a importância das palavras e, sobretudo, de divulgá-las corretamente para o eleitor.
Já em 2006, como tucano, Redecker somou 157 mil votos quando muitos faziam apostas de que jamais se reelegeria. O fato é que ele seria eleito até mesmo no PT, tamanha era a força da marca Júlio Redecker.
No ano seguinte, fui morar com ele em Brasília, atuando na Liderança da Minoria. O aprendizado era ainda maior, assim como as responsabilidades. E aí, em março de 2007, Júlio viajou para os Estados Unidos e acertou uma palestra do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, na Câmara Americana.
Me ligou animado e disse:
_ Mariozinho! Tu vai vir comigo. Washigton nesta época é incrível e vai ser muito legal esse contato pra ti aqui nos Estados Unidos.
Eu já havia ido duas vezes aos EUA, em uma delas para participar de um curso de duas semanas na esfera pública. Sim, foi o Júlio que me conseguiu a indicação junto ao Departamento de Estado norte-americano, que levou um grupo de assessores brasileiros para lá.
Mas aí, em virtude de ter um problema antigo no olho (pterígeo), aproveitei o recesso de julho para fazer a cirurgia na vista. Com isso, precisava ficar quase um mês me recuperando e não viajei com Redecker.
Então, no dia 17 de hulho, às 18h30, eu em casa, fui surpreendido junto com o Brasil da tragédia que se abateu sobre a aviação civil nacional. Não foi por acaso, e Redecker, em um discurso histórico e memorável que ajudei a fazer juntamente com o consultor Ijalmar, em Brasília, alertou que outra tragédia poderia ocorrer depois da queda do avião da Gol, tamanha era a bagunça na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac.
Mesmo ainda sem estar recuperado, me ofereci para ir a São Paulo levar os documentos para identificação do corpo. De madrugada, junto com o colega Giovani Luzzato, fui ao escritório da dentista de Redecker buscar radiografias da arcada dentária.
Pela manhã, embarcamos em voo da TAM e, na chegada à capital paulista, um helicóptero da Fiesp nos esperava para nos levar diretamente até a sede da entidade, onde o presidente nos aguardava para nos conduzir até o hotel onde estava a família de Redecker.
Ao chegar no quarto do hotel, um senhor grisalho está sentado no chão, com dois telefones ao mesmo tempo, dando ordens. Era Arlindo Chinaglia. O deputado petista comandava as ações para a rápida identificação e liberação do corpo, ao mesmo tempo em que dava ordens para a assessoria da Presidência da Câmara, em Brasília.
Um dia depois, já com  40 horas sem dormir, retornamos para o Rio Grande do Sul, no avião do governo do Estado de São Paulo, onde Júlio Redecker receberia as últimas homenagens no Palácio Piratini, sede do governo.
           Seu velório foi triste e lindo. Adversários, eleitores, amigos, familiares, todos correram para o Piratini no último adeus ao melhor de todos.
          Em Novo Hamburgo, um corredor humano se formou ao longo da BR-116 e nas principais vias para saudá-lo, parando a cidade que o acolheu no final dos anos 80. De lá pra cá, minha vida tomou muitos rumos, mas não teve um único dia que deixei de lembrar sua memória, pois sempre alguém me pergunta algo sobre ele ou eu mesmo faço a referência devida.
           Neste dia de tantas lembranças, minha homenagem e meu carinho a ti, Júlio César Redecker, o alemão, o filho do seu Fritz e da dona Vera, um taxista e uma cozinheira de restaurante que lhe deram a diretriz para a vida.
            Teu legado e tua história seguem conosco. Hoje e sempre.

sábado, 30 de junho de 2012

Golpe no Paraguai ou Golpe CONTRA o Paraguai??

Lugo deixa a Presidência e monta governo paralelo inócuo

        A esquerda brasileira tenta novamente confundir a opinião pública ao buscar provar e convencer a todos de que houve um golpe político no Paraguai. Mais: alguns pilantras da verdade ainda se esforçam em comparar o impeachment de Fernando Lugo a outros golpes ocorridos em décadas passadas no Continente, como se existisse parâmetro para tamanha tonteria.
        Na verdade, há muito mais em jogo nesta história, a começar pela vingança de Hugo Chavez, o ditador disfarçado de presidente da Venezuela. Chavez nunca engoliu o fato de o Congresso paraguaio ser o único parlamento do Mercosul a não aprovar o ingresso da Venezuela como membro pleno do bloco. Isso porque o Mercosul tem entre suas regras a cláusula democrática. O que significa isso? Significa que, para um país fazer parte desse mercado, as instituições democráticas precisam ser respeitadas, o que não ocorre na Venezuela desde que ele ascendeu ao poder, há 12 anos.
        E aqui no Brasil, por ser amigo de Lula e Dilma, Fernando Lugo, que nem chegou a exibir uma reação e deixou o poder assim que o Congresso o afastou por 39 votos a quatro, encontra eco às bobagens de Chavez e de uma esquerda ultrapassada e carcomida.
        Lugo foi afastado unicamente por incompetência absoluta. Ao longo de seu mandato, o ex-bispo da Igreja Católica precisou reconhecer a existência de três filhos com mulheres diferentes quando ainda era bispo em Assuncion. Na Presidência, fez um governo pífio, depois de vender ilusão durante uma campanha eleitoral em que prometeu o céu ao povo paraguaio.
        E o Brasil, mais uma vez, embarca na canoa furada de Chavez e da Argentina, tentando nos fazer crer que houve golpe parlamentar. Pior: aprova uma resolução suspendendo o Paraguai do Mercosul até que sejam realizadas novas eleições. E pior ainda: na primeira reunião do bloco qual a primeira proposta a ser apresentada?? Ganha um doce quem apostou que seria a inclusão da Venezuela como membro pleno do Mercosul.
        No fim das contas, que é o que conta, Brasil, Argentina e Venezuela se uniram para dar um novo golpe em um país miserável, exatamente como foi feito há mais de um século em uma guerra que dividiu as riquezas paraguaias e aniquilou as chances de futuro de uma nação vizinha.
       Pobre Paraguai. Pobre Mercosul. Pobre Brasil, entregue à própria sorte e sendo comandado por ineptos que seguem com velhas ideias derrubadas há mais de 20 anos e cujo ápice foi o Muro de Berlim.
        Boa semana a todos.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lula e Maluf...E Erundina pede pra sair...

            Foi demais para Luiza Erundina a união sem o seu conhecimento entre Lula e Paulo Maluf para a  Prefeitura de São Paulo. Ontem, a ex-prefeita anunciou sua saída da chapa com Fernando Haddad, pupilo de Lula e pelo qual o ex-presidente tem feito o inimaginável para tentar emplacar sua candidatura. Posar para fotos e chamar Maluf de companheiro foi parte do roteiro desta tortuosa caminhada. Com o apoio, Haddad ganha um acréscimo de 1 minuto e 35 segundos no tempo de TV. Para Lula, isso é que conta, no fim das contas...
          Primeiro Lula encarou o PT e disse que Marta Suplicy, candidata natural, estava fora do páreo. Em protesto, a senadora sequer foi à convenção realizada no início de junho. Enquanto Lula carregava o poste pela capital paulista (Haddad), foi correr atrás de apoio para enfrentar José Serra. O último foi Maluf, o mesmo que ele outrora chamou de corrupto e outros impropérios mais. Maluf, se alguém lembra, disse que Lula era tão desqualificado para a Presidência que sequer sabia a diferença entre uma fatura e uma duplicata...
         Os anos passaram e os adversários do passado se tornam, em 2012, os aliados de ocasião. Lula, Maluf e muita gente pensa que o eleitor tem memória curta ou que os fins justificam os meios. Parece que ainda há quem discorde. E Luiza Erundina, para espanto geral de muitos, parece ser uma destas pessoas.
          Bom dia a todos.
                  

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dinheiro e amor, os motivos que levam alguém a matar

                                                       Agência Estado
Advogada chega para prestar depoimento à polícia

      A elucidação de um crime passional sacudiu São Paulo nesta quarta-feira, quando a advogada Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38, confessou à polícia ter matado e esquartejado o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, 42, diretor da Yoki Alimentos, uma das maiores empresas do setor. O industrial estava desaparecido desde 20 de maio.  
       Jovem, rica, morando em uma cobertura em área nobre da capital paulista, com um filho de apenas dois anos, Elize perdeu a cabeça quando soube que o marido tinha outro relacionamento. O resultado foi um crime hediondo que chocou a opinião pública.
        São apenas dois os motivos que levam alguém a cometer um ato tresloucado como este: amor ou dinheiro. Se formos analisar todas as circunstâncias, independentemente de classe social e em qualquer parte do mundo, nenhum crime ocorre fora deste binômio.
         O ser humano mata porque perdeu um amor ou tem ciúmes ou, ainda, por questão financeira e/ou econômica. Quando alguém resolve delatar outra pessoa, como tantas vezes ocorre na política brasileira, é porque a partilha do butim não foi a combinada. E então, insanamente, a solução que se apresenta quando se está fora do eixo é uma arma. Exatamente como fez Elize, mesmo que seu semblante demonstre agora todo seu arrependimento e nem ela própria se reconheça em si mesmo.
         Bom feriado a todos!