Que a Internet é seguramente uma das maiores invenções da Humanidade, equiparada ao surgimento da escrita, ninguém duvida. Entretanto, cada vez mais ganha corpo a preocupação de cientistas, empresas e universidades a respeito das distrações e problemas causados pelo mau uso da rede mundial de computadores.
O conhecimento que antes era buscado em pesquisas ou na leitura agora está ao alcance dos dedos, literalmente. Com isso, as pessoas estão deixando de ler livros para buscarem a informação superficialmente. Quem quer ler 300 páginas se o dr. Google oferece um resumo de tudo, melhor que em uma orelha de livro? Pesquisas e teses têm caído na mesma vala e, comumente, vemos graduandos sendo flagrados no plágio em bancas, muitas vezes sem mudar nem mesmo a vírgula.
Como efeito, estudiosos desta nova era têm constatado que as pessoas, com isso, incorrem em um erro grave, que vai muito além da cópia de outro autor: o cérebro que não é exercitado atrofia, assim como os músculos do corpo. O livro tem justamente o poder de exercitar a mente, de nos levar a outros lugares além da tela do computador.
A internet tem ainda outro efeito preocupante, de modo particular para as empresas, sejam elas públicas ou privadas – o poder de distrair seus colaboradores durante o expediente. As redes sociais, os intermináveis e-mails que precisamos jogar na lixeira todos os dias, várias vezes ao dia, sites e tantos outros acessos têm criado dificuldades de concentração nas tarefas do cotidiano.
Como se vê, o jeito é cada um tentar encontrar seu ponto de equilíbrio sem deixar de se conectar e contatar com tudo de bom que a rede nos oportuniza. E ler, sempre. Afinal, a internet que traz o mundo é a mesma que nos distrai e nos emburrece, se deixarmos isso acontecer.
Boa semana a todos.

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