quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Loteamento de cargos, a porta de entrada para a corrupção

   Dilma e seus ministros: muita gente, pouco resultado

         O governo Lula inaugurou uma nova fase da política brasileira. Durante seus oito anos de governo, o ex-presidente compôs a maior aliança de apoio no Congresso até então. Como não há almoço de graça, a construção dessa base tem um preço para o País. E é altíssimo.
         Para se ter uma ideia, FHC tinha 28 ministérios (o que já era um exagero) e o petista elevou para 37, o mesmo número de ministros mantidos por Dilma Rousseff. Surgiram pastas absolutamente inócuas, como a da Pesca, Relações Institucionais, Desenvolvimento Agrário, Cidades, Desenvolvimento Social, Secretaria Geral de Governo, Turismo, Cultura, Igualdade Racial, Política Para as Mulheres e Assuntos Estratégicos. Todas criadas por Lula com o único objetivo de acomodar os partidos e apaniguados, desidratando a oposição.
          Pesca e Desenvolvimento Agrário, por exemplo, poderiam ser departamentos dentro do Ministério da Agricultura, o mesmo valendo para Turismo e Cultura, os quais poderiam muito bem ser acomodados junto à Educação. Cidades tem co-relação com o Ministério da Integração Nacional ou não?
        Além de ser humanamente impossível despachar com tanta gente - qual multinacional tem 37 executivos na mesma cidade? - o loteamento de cargos é a porta de entrada para a corrupção. Partidos se engalfinham para ficar com um naco de poder e, sobretudo, de verbas, quanto mais melhor. O PT, por exemplo, controla R$ 300 bilhões em seus ministérios. O PC do B, que comanda a pasta dos Esportes, fica com cerca de R$ 3 bilhões. E assim vai, dependendo do tamanho da bancada de cada um e do que foi negociado antes da eleição.
          O Brasil não pode se dar ao luxo de ter uma estrutura tão dispendiosa e ineficiente. Pra piorar a situação, governadores e prefeitos descobriram esta fórmula mágica de Lula e a reproduzem nos Estados e municípios, tendo como bandeira para a sociedade a tal "governabilidade". Tarso tem hoje 28 secretarias, muitas criadas como espelho aos ministérios federais. De 1999 a 2002, Olívio Dutra governou o Estado com 19 deputados - atualmente Tarso tem 31 em sua base. Nem por isso o primeiro governo do PT deixou de aprovar seus projetos na Assembleia. Na verdade, apenas dois foram rejeitados pelos deputados de oposição - um deles que previa o aumento de impostos.
         Ou seja, está no DNA da corrupção o loteamento da administração, pois é impossível qualquer governante ter controle sobre uma estrutura tão grande, improdutiva e que não encontra razão na lógica para sua existência.
          Boa quarta-feira a todos.

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