segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Semana agitada para a economia mundial


Semana promete ser agitada. De novo...

           A segunda-feira inicia sob a égide do medo na economia mundial depois de a agência Stanley & Poors rebaixar a nota da dívida pública dos Estados Unidos, fato  inédito na história, na última sexta-feira. Para completar, a S&P ainda anunciou que se medidas austeras não forem tomadas pelo governo Obama, pode rebaixar novamente a nota americana em seis ou 12 meses.
           Como consequencia, as bolsas asiáticas fecharam em queda no primeiro dia de pregão. Na Europa, seguiram a tendência, com baixa média de 2%, mesmo com o anúncio e a promessa do Banco Central Europeu em comprar títulos podres dos países em dificuldades, em especial de Itália e Espanha.
          O fato é que o mundo pode entrar em novo colapso após a recuperação da crise financeira internacional que abalou mercados, em 2008. Naquela ocasião, calcado em recursos públicos, a economia reagiu. Nos Estados Unidos, bilhões de dólares foram injetdos para salvar empresas, como a GM, o mesmo ocorrendo pelo mundo afora.
           Passados três anos, e como os governos não fizeram sua parte de reduzir despesas e enxugar a máquina, a fatura está sendo novamente apresentada, com consequencias ainda mais imprevisíveis, pois os governos estão no limite de suas despesas. Como disse certa vez Zélia Cardoso, "estamos no limite de nossa irresponsabilidade".
           O agravamente desta vez é que a maior economia do mundo, os EUA, dá sinais claros de recessão. E se a América parar, ou deixar de pagar, o efeito dominó será devastador, uma vez que a China, hoje o maior credor americano, segue sendo o motor da economia. Na esteira desse desastre, os preços das matéiras primas, carro-chefe da economia brasileira, podem desabar, com reflexos para o Brasil, assim como todos os demais parceiros dos chineses espalhadas por todos os continentes.
           A exemplo de pessoas físicas e jurídicas, os governos reconhecem que precisam respeitar seus limites de endividamento para não comprometerem o futuro. No entanto, mesmo sabendo que essa é regra básica de qualquer cartilha financeira, todos seguem gastando mais do que arrecadam. E o resultado é esse: mais dia menos dia, a conta chega.
           Bom dia, a todos.

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