Voltou à agenda nacional dois temas controversos. Um trata do controle da mídia - sonho de consumo do PT desde o primeiro governo de Lula. O outro refere-se à reedição de mais um imposto - a velha e surrada Contribuição Para a Saúde, sempre criticada pela oposição e igualmente acarinhada pelos governos, independentemente de partidos.
O fato é que as duas propostas são descabidas. Ora, a sociedade controla a mídia. Não há necessidade de se regular ou criar marcos regulatórios para a atividade jornalística. Quem propõe tal medida tem um viés autoritário em seu comportamento ou no DNA partidário. E isso não é bom para a Imprensa e muito menos para o Brasil.
Da mesma forma, há dinheiro demais na mão dos políticos e sobram recursos para a Saúde. O que falta é gestão, é aplicar bem. Deveria se fazer o inverso - reduzir a quantidade de verbas à disposição da gastança governamental, criando mecanismos para que se diminua o espaço para manobras como as emendas, sempre um ralo e uma porta aberta à corrupção. A cada mês a arrecadação bate recordes, o que comprova a pujança dos cofres públicos. Um país que tem 37 ministérios e mais de 20 mil cargos de confiança para livre preenchimento de uma máquina partidária é um país rico.
Os recursos para a Saúde já existem, mas se perdem diariamente na corrupção e na gastança sem controle. Mais controle, menos disperdício. É disso que o Brasil precisa, mas como se vê, esse tema não encontra apoio no governo ou mesmo na oposição.
Bom dia a todos!

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