José Dirceu é novamente assunto na mídia nacional depois de Veja dessa semana mostrar que o ex-Chefe da Casa Civil de Lula encontra-se regularmente com ministros de Dilma, senadores e deputados petistas, em horário de expediente, na suíte de um luxuoso hotel em Brasília.
Além do primeiro escalão da presidente, Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, foi flagrado pela revista durante encontro com Zé Dirceu, também em horário comercial. As suspeitas de tráfico de influência se reforçam na medida que Dirceu presta consultoria para empresas da área de energia, entre outras, em particular petróleo e gás, como a MPX, do bilionário Eike Batista. A publicação afirma que as reuniões tinham como objetivo conspitar contra Dilma, o que é refutado pelo ex-ministro e todos que participaram dos encontros. A revista também apurou que ele tem o quarto pago por um ex-assessor da Casa Civil, proprietário de uma consultoria jurídica na Capital Federal.
Já Dirceu reclama da forma como as imagens foram obtidas - com câmera colocada no corredor para seu quarto, sem sua autorização, portanto, - e irá processar Veja. Zé Dirceu pode se encontrar com quem quiser, é militante político e não deve satisfação a quem quer que seja. No entanto, há hora e local para reunir-se com a cúpula partidária e com o primeiro escalão de Dilma. E certamente não é na suíte de um hotel de luxo, em horário de trabalho daqueles que deveriam estar cuidando dos interesses do País.
E se um trabalhador deixasse suas atividades para reunir-se com um amigo ou companheiro de partido durante o expediente? Seria liberado pela direção? Parece pouco porvável...
Um dos grandes problemas do Brasil é juustamente esse: autoridades confundirem o que é público com o privado. Pra completar, consideram tudo isso normal. Não é. Ministros são militantes partidários, sabe-se. Porém, há hora e local para a ação política/partidária. E isso vale pra mim, você e José Dirceu. Do contrário, o Brasil será para todos, desde que filiados ao partido político que esteja no governo.

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